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REDD++
 
Programa REDD
 


Inicialmente cobrindo toda a costa brasileira a Floresta Atlântica era uma imensa cobertura vegetal, entretanto, por causa da expansão agrícola, do desmatamento, em função da ocupação urbana e outros fatores descritos como o desenvolvimento sem planejamento adequado, estas áreas foram drasticamente reduzida. No Estado de São Paulo, onde originalmente essa cobertura era cerca de 80%, nos dias atuais, ela não passa de 11,5%, segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Essas áreas preservadas se dividem entre Unidades de Conservação de várias categorias e em propriedades particulares.

Pensando neste cenário o Programa REDD+ do Atmosfera tem o objetivo de incentivar e promover a preservação desses fragmentos florestais remanescentes considerados reservas de biodiversidade, evitando assim as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

Este programa baseando em REDD – Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação tem o objetivo de fornecer alternativas aos proprietários particulares desses fragmentos florestais da Mata Atlântica. O programa visa remunerar esses proprietários com objetivo de manter essas florestas vivas, pelo período mínimo de 30 anos.

Atualmente cerca de 116 hectares de floresta estão em análise do programa no município de São Paulo.

Para saber mais sobre o Programa REDD+ do Atmosfera fale conosco.

O que é REDD+

A sigla para Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal, vai além de desmatamento evitado e recuperação de florestas: o sinal + inclui “o papel da conservação, do manejo sustentável e do aumento de estoques de carbono nas florestas”.

REDD+ é uma estratégia em discussão na Convenção Quadro de Mudanças Climáticas que oferece incentivos (compensações) para os países em desenvolvimento reduzirem emissões de gases que provocam o efeito estufa provenientes de florestas e investirem em desenvolvimento sustentável e práticas de baixo carbono para o uso da terra.

O financiamento virá de países desenvolvidos, dentro da lógica de responsabilidades diferenciadas que rege a Convenção do Clima.

Apesar de ainda não fazer parte do atual acordo (Protocolo de Quioto), REDD+ deve entrar no próximo, previsto para entrar em vigor em 2020. E deve ser o primeiro mecanismo de mitigação (redução) de emissões proposto pelos países em desenvolvimento a integrar a Convenção.

Floresta em pé

REDD+ será o primeiro mecanismo global a reconhecer o valor das florestas fora do mercado, ou seja, a contribuição das florestas em mitigar mudanças climáticas através do sequestro de carbono.

Além da fotossíntese, que captura o gás carbônico (CO2) da atmosfera, as plantas e árvores ajudam a fixar o carbono no solo. Quando são derrubadas, este carbono no subsolo é liberado.

Portanto, REDD+ compensaria países em desenvolvimento por emissões evitadas por aumento do estoque de carbono.

Cerca de 15% das emissões de gases que provocam o efeito estufa são originadas de desmatamentos e queimadas, o que demonstra o peso que estas reduções de emissões podem ter.

Mas a importância das florestas não para aí. Elas têm papel essencial no equilíbrio do clima e prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de bacias, regulação do fluxo hídrico, manutenção da biodiversidade e geração de chuvas.

Apesar das dificuldades de consenso em questões como financiamento, níveis de referência, verificação, monitoramento e registro de emissões evitadas, mais de 40 países, incluindo o Brasil, estão trabalhando com iniciativas de REDD+ e dois grandes programas, o UN REDD, das Nações Unidas e a Parceria de Carbono Florestal (FCPF) do Banco Mundial, auxiliam países em desenvolvimento na implantação e condução de atividades de REDD+. Fonte: MMA

Saiba mais sobre REDD: http://www.un-redd.org/

http://www.mudasnativas.org.br/